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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Xangô

Xangô é um dos orixás mais poderosos, deus do raio, do fogo, do trovão. Foi o terceiro rei de Oyó. Seus símbolos são a pedra do raio e o oxé – machado duplo. Cores: vermelho e branco [na Bahia; no Rio de Janeiro, sua cor é marrom], roupas e contas. Cágado é sua comida preferida, juntamente com amalá (caruru). Toda quarta-feira, seu dia, come amalá. Gosta também de carneiro e galo. Sua dança é poderosa, dança de rei. Sua saudação: Kauô Kabiesile! Foi marido de três mulheres: Obá, Oxum e Yansã. Governava aconselhado por doze ministros, os doze obas, seis da direita, com voz e voto, seis da esquerda, com voz apenas. No candomblé do Axé do Opô Afonjá é conservada a tradição dos obás de Xangô. Entre esses obás estão Carybé, Dorival Caymmi, Genaro de Carvalho, Miguel Santana, Camafeu de Oxossi e o autor destas linhas [, Jorge Amado]. Há doze qualidades de Xangô entre as quais Afonjá, Ogodô, Ayrá, Aganju, Lubé, Ibaru. Ayrá veste branco. Ogodô dança com dois oxés, um em cada mão. Xangô figura entre os orixás mais populares.

(Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios - Jorge Amado)

Não sei se está descrito exatamente como é na minha nação, mas achei bonito. =)

Daqui.

Fogueira de Ayrá

Certa vez, Oxalá resolveu ir até o reino de Xangô, seu filho. A distância era longa, o que para o orixá já muito velho, tornou a viagem penosa. Ao se aproximar do reino, Oxalá encontra um cavalo próximo da floresta e o monta, para assim encurtar o seu sofrimento. Guardas que passavam por ali, não reconhecendo o pai de seu rei, o prendem, tomando-o por um ladrão de cavalos.

Os anos passam.

No reino de Xangô, as coisas não vão bem. As colheitas minguam, os animais não dão criam. A pobreza e a fome se espalham. Xangô vai até um babalaô para conseguir respostas. O babalaô informa ao rei que seu pai, Oxalá, está preso na cadeia e que essa é a causa dos infortúnios.

Consternado, Xangô corre até as masmorras para encontrar seu pai, sujo e faminto. Ele o retira de lá e ordena a seus criados que cuidem de Oxalá, dando-lhe banho, alimento e descanso.

Oxalá deseja voltar a seu reino e Xangô faz com que Ayrá, um de seus ministros, o acompanhe.

Ayrá retorna junto a Oxalá, carregando-o nas costas quando ele se cansa. Durante as noites, ele acende uma fogueira e conta estórias, para fazer a viagem mais curta para o velho orixá.

Já de volta ao seu ao reino, Oxalá homenageia Ayrá, dando-lhe contas brancas para que ele misture com as suas vermelhas e o convida para viver com ele, em seu reino. Ayrá aceita o convite e a partir deste dia, vive e serve ao Reino de Oxalá.
Obakaô Cabecille!!!!