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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pérolas da D.

Então. Aqui na Liga da Justiça temos uma personagem muito figura: a D.

A mulé é uma língua de chicote, você manda uma piada e ela responde - plaft! - na hora. Sei que ela vai ME MATAR quando vir isso aqui (Oi, D. =P), mas eu não posso deixar de registrar as pérolas que, vez por outra, ela solta...

"apeeeeerta, apeeerta que sai caldinho!" - num dia que foi abraçada forte por um dos super-amigos.

"Bono, te amo, me liga!!!!" - dez vezes ao dia

"Eu vou vestida de noiva!" - quando perguntada com que roupa iria ao show do U2, em Londres (ui, phynna).

"aaahhhhhh, me dá um beijo! eu quero um abraçoooooo" - em todas as vezes que vê um cachorro de rua.

"grrrrr, grrrrrr" - fazendo orelhinhas de onça na cabeça com as mãos.

"it's good to be me" - (com os dentes trincados, imitando o Austin Powers) quando ela põe inveja na gente com alguma coisa que ela fez/faz.

"huuummm, it's good to be you" - também com os dentes trincados, quando a gente põe inveja nela por alguma coisa.

"... like a virgin, hey! acts like a virgin every tiiiiime!" - (cantando no ritmo de Like a virgin, da Madonna) quando o namorado dá alguma bobeira perto dela. E ele sempre dá.

"F*ck me!" - quando algo não vai bem.

"sua heartless bicht!" - se referindo carinhosamente a mim...

"não, não. meu cu não tem trema" - (HAHAHAHAHAHAHAHA) ao ser perguntada se tinha o famoso "joystick". (desculpem a foto meio pornô, mas foi a única que eu achei!)

"tãn-tãn-tãããããn-tã-tã! que buniiiiito éééé" - er.... essa eu não vou contar. Só pra quem conhece. hehehehehe.

É uma figura ou não é? Vou postando aos poucos, conforme for me lembrando...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Hoje" - E-mail pra um amigo amado, que chegou pra ser consolado, mas eu já estava vazia...

Oi!
Não fica chateado comigo, tá? Acho que eu vou saber me explicar melhor por escrito do que falando.

Tenho uma "amiga" que diz que tenho óculos cor-de-rosa na frente da cara e que por isso, vejo tudo mais fofo e distorcido do que a verdade. Ela fica meio indignada e esbravejando que eu tenho que ver as coisas melhor, que eu preciso ser mais séria, que eu distorço a realidade. O que ela não sabe (porque já tentei explicar, mas ela não entende), é que FAÇO QUESTÃO de ter esses oclinhos na cara. Eles me separam do que acho que seria uma depressão profunda e diária: sem esperanças, sem planos, sem alegrias. Um poço sem fundo, frio e escuro. Qual alegria é maior do que as nossas dores e misérias diárias?

De tempos em tempos (isso é cíclico - as vezes acontece com mais frequência, outras menos), eu tenho uma recaída de realidade. Hoje é um dia desses. Um dia que os oclinhos caem e eu encaro, sem a benção da ignorância - hahahaha - o bafo fedido da vida. Tenho outra amiga que diz que a vida bafeja na sua cara, e ela não escova os dentes. Em dias como hoje, eu olho e só vejo um mundo doente terminal, cheio de gente ignorante e escrota-escrota-escrota, todos cegos-cegos-cegos de nascença, batendo uns nos outros, tropeçando em seus egos e vaidades, podres de cobiça e solidão e destruindo as poucas coisas boas que existem aqui nessa Terra: a natureza, a inocência e o amor. MEGA-dramático, né? Pois o que eu sinto ainda é muito pior do que isso.

O estopim nem sempre é uma tragédia, e na maior parte das vezes eu nem sei o que foi que me motivou a isso. Reconheço a crise chegando porque tenho a sensação de que estou assistindo tudo como se fosse num teatro. Como se estivesse suspensa, fora de mim, olhando pra tudo - principalmente pras pessoas - e vendo os seus esqueletos e pensando em como essa vida é uma vagabunda sem coração. Vejo as pessoas se debatendo entre dores e o desespero em suas vidas ridículas e minúsculas, cheias de si, fingindo para si mesmas que são importantes, que suas vidas fazem alguma diferença e cheias de uma suposta razão que não leva a porra nenhuma. Como se todas as máscaras que elas carregam caíssem, e por trás, o inferno. Inclua a minha vida e as minhas máscaras nisso também.

Por isso que não dá pra conversar sobre, sabe? Porque não tem um motivo certo, não é um problema que eu consiga solucionar, não é nem uma coisa palpável. Não tem o que discutir! São fatos, não tem solução, não tem argumento. A única coisa palpável aqui são a dor e a vontade de chorar. Eu só consigo sentar e chorar. Chorar muito, alto, soluçando e com o bocão aberto, sabe? Micão total.

É um pouco constrangedor falar sobre isso, na verdade. Não sei explicar o porque, mas acho que é que sei que essa sensação vai passar e os oclinhos rosa vão voltar pros meus olhos e logo, logo vou estar feliz de novo. Eu DETESTO ser irracional e esses dias (ou dia, as vezes dura um dia só) são dias irracionais, sem motivo aparente, sem propósito (porque afinal, não vão me levar a lugar algum), sem confirmação científica e - que porra! - sem necessidade. Então além de tudo de ruim, eu ainda fico me sentindo uma besta e idiota. É isso.

Mas por trás da tempestade eu estou MEGA feliz de ter você "around us" de novo. Você faz falta. =)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Fim de semana


Gente, delícia é fim de semana com os amigos.

Passeio na praia, fotinha, chopp, caipivodka e música ao vivo. Depois, casa, cerveja, vodka, tapete de dança (hauahuahuahuahu, melhor de todos!!!) e dormir pra começar tudo de novo no dia seguinte.

Queridos da minha vida: Amo vocês!



terça-feira, 7 de abril de 2009

Saudade do que (nunca) foi

Então. Eu tinha um amigo, sabe? As vezes me bate uma saudadinha dele....

Era um amigo de internet, mas um amigo. A gente se conheceu por um brógue que ele escrevia muito lindo, bem-humorado, inteligente, apaixonado e com um sorriso lindo. Ele era perdidamente apaixonado por uma menina. Ela era sua "bunita". Ela era a menina mais bonita da cidade, e ele só tinha olhos e ouvidos pra ela.

Eu amei o jeito dele ser apaixonado e se dar pra ela sem medo. Comecei a comentar o blog (na época eu também tinha um) e no vão das paixões boas e impossíveis, nos aproximamos e ficamos amigos. Sempre nos falávamos, trocávamos figurinha e infelizmente o amor dele ruiu como um castelo de cartas. Foi doloroso, ele se recolheu um pouco e eu fiquei aqui, quietinha, torcendo pra eles voltarem, ou ele se recuperar de vez e sorrir de novo. Eu já disse que ele tinha um sorriso lindo?

O tempo passou, o contato ficou um pouco mais espaçado, ele se apaixonou novamente (e o sorriso lindo voltou!), eu me apaixonei novamente e casei. Ele também casou, com seu novo amor, as fotos do casório ficaram lindas, a noiva radiante, ele lindo e sorridente. A gente se falava, vez por outra, pelo @rkut, mas pelo menos pra mim, era uma amizade de cantinho, sabe? Aquela que chega, afofa, se acomoda e fica ali, pra sempre, num cantinho macio do seu coração.

O meu casamento durou o tempo que tinha que durar e acabou. Eu me divorcei. E como toda boa divorciada, meti o pé no mundo pra desanuviar a cabeça e curtir ter apenas as minhas vontades pra realizar. Fiz um curso de História da Arte (o melhor, aliás! em outro post eu falo dele) e a "sede" do curso era na mesma cidade que o meu amigo mora. Fiquei empolgada tanto com a viagem quanto com a possibilidade de finalmente dar ao amigo virtual um corpo real, um toque e um calor de gente de verdade. Avisei a ele que estava com passagem marcada e perguntei se ele gostaria de me encontrar também, prum café. Ele até cogitou eu ficar no apartamento deles durante a minha estada, mas eu - rata velha - já tinha reserva marcada em hotel e tudo. Belezinha, né?

Pois a primeira coisa que eu fiz quando cheguei lá foi ligar pra ele. Ele me perguntou em que hotel estava, e disse que se fosse me encontrar ele acabaria querendo ficar comigo e me levar prum motel. O QUÊ?

Isso mesmo. Assim. A seco.

Inda pensei que fosse brincadeira e tentei desviar o assunto prum papo sério, mas ele insistiu. Disse que sempre se sentiu atraído por mim, que nunca teve coragem de falar. Eu perguntei onde ele estava e ele estava num bar com amigos. Pela voz alteradinha, imaginei que já deveria ter bebido umas e outras.

Fiquei chocada com tudo aquilo, todos os anos de contato e amizade (anos mesmo! quase 10 anos) ruindo ali, com um simples telefonema. Ele continuou insistindo, insistindo e eu mais do que irritada, encerrei o assunto dizendo que não estava à disposição dos desejos alheios. Desliguei a ligação e fui dormir, com a primeira noite de viagem já estragada.

No café da manhã, ele liga de novo. Pediu desculpas pelo que tinha dito no dia anterior, que tinha bebido algumas e acabado ficando de língua solta. Eu, manteiga mole que sou, já estava ficando derretida, pensando que tudo poderia ficar bem, depois daquilo tudo. Ô, burrice. No meio da conversa ele recomeça a dizer que mesmo bêbado, tinha ficado feliz porque tinha tomado coragem de me contar sobre sua atração por mim. Que queria me encontrar, mas não ia resistir, que queria ficar comigo e toda aquela ladainha horrorosa novamente.

O dia se passou assim, com ele me ligando e eu argumentando que não, não queria ficar com ele, e onde estão os anos que nós conversamos? Onde está o meu menino lindo, apaixonado e fiel? Envelheceu - ele respondeu. Eu disse que não era justo ele jogar aquilo tudo na minha cara daquele jeito e que não era pra ele descontar em mim algum problema ou fantasia mal-resolvida do casamento. Eu não estou descontando nada - ele explicou - estou na melhor fase do meu casamento , minha esposa e eu estamos apaixonados, ela está grávida e tudo vai bem.

Olha. O sangue subiu pra cabeça e eu só não mandei o dito cujo ir à merda porque estava no meio de uma loja (experimentando a bota mais lôca que eu já tinha visto na vida). Desliguei o telefone e não atendi mais as ligações dele. Que gente mais podre e cínica! Eu não sei quem ele estava desvalorizando mais, eu ou a esposa. De qualquer forma, foi horrível.

Eu não falo mais com esse amigo. Sei lá o que pode ter acontecido pra ele se transfomar nesse cínico e egoísta. Ele se tornou um estranho.

Hoje eu encontrei o e-mail que mandei pra ele avisando que estava indo. E meu deu um aperto de saudade de ter o amigo que ele já foi.

(Sub)Estima

Uma vez, passei pra um amigo colorido, um trechinho de um texto que eu tinha escrito pra ele. Esse mesmo textinho tinha sido publicado num brógue secreto, anônimo, e ele, mui espertamente encontrou o brógue através do trecho que eu mandei.

Daí que ele me mandou um e-mail dizendo que tinha gostado muito do trecho, mas principalmente o brógue secreto, e que eu o tinha subestimado por achar que ele não encontraria o brógue na internet.

Eu não respondi. Mas fiquei imaginando se ele sabia de verdade quem subestimou quem.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aniversário do chefe

Hoje foi aniversário do chefe no trabalho. O grupo aqui é bem animado e fazemos festinhas pra todos, praticamente, mas especificamente o do chefe foi considerado meio puxa-saquismo... Por que será?

Salgadinho, bolo de chocolate, refrigerante (dieta indo ralo abaixo...).

O povo sem noção cantando "Ahá, uhú, ô chefe eu vou comer seu bolo". o.O'

Coleguinha amada levando mãozinha na perna do xuxu cheiroso de olhinho verde, sub-chefe reclamando que se fosse o aniversário dele não ia aparecer tanta gente, vaca fazendo cara e pose de santinha.

Um dia normal na liga da justiça.